A Cidade Proibida – China

Em 1989, tive o privilégio de fazer missões em Macau, Sul da China, ali morei por 4 anos. Foi quando nasceu em meu coração de viajar em alguns lugares da grande China e de levar o Evangelho de maneira pessoal, aproveitando as oportunidades que iriam surgir em contato com os chineses, fato este que realmente aconteceu.

Viajei de Macau – China, até a fronteira com a Mongólia. Passei ao lado das grandes muralhas da China, enfim conheci muitas pessoas e lugares interessantes, mas o que mais me chamou a atenção foi a Cidade Proibida, local este que conheci, durante minha estadia em Pequim durante os 15 dias que ali permaneci.

Por esta razão estou trazendo aos amados leitores algumas pinceladas deste lugar tão estranho, misterioso e ao mesmo tempo curioso.

A Cidade Proibida

Foto da  https://pt.wikipedia.org

Hoje conhecida como uma das principais atrações turísticas da China, a Cidade Proibida é considerada uma das mais interessantes obras arquitetônicas dessa antiga civilização. Sua construção foi elaborada durante o governo do imperador Yung Lo, o terceiro monarca da dinastia Ming. Além de compor o centro decisório do império chinês, a cidade assinalava a distinção entre a realeza e os súditos.

A construção demorou quatorze anos para ser concluída

A demora na construção faz jus à área de 720 mil metros quadrados ocupada por toda a família do imperador, um grande número de serviçais, concubinas, herdeiros e eunucos.

O nome “Cidade Proibida” foi dado por conta do rígido sistema de segurança que controlava a saída e entrada de pessoas no local. A grande maioria dos funcionários que viviam na cidade poderia viver sem nunca colocar os pés para fora daquela suntuosa obra.

O portão meridional era uma das principais vias de acesso

Somente alguns conselheiros reais, membros da classe militar e o próprio imperador tinham liberdade para entrar e sair por aqueles portões. Segurança era o que não faltava naquela enorme construção.

Uma grande muralha com 3,4 quilômetros de extensão e dez metros de altura protegia toda a cidade. Além disso, um grande fosso com seis metros de profundidade evitava qualquer eventual invasão.

Nem tudo na cidade se resumia à segurança e imponência. O belo Jardim Imperial ocupava uma extensa área onde a família imperial poderia passar horas meditando, jogando xadrez ou bebendo um bom chá

Na porção central do jardim havia o Salão da Paz Imperial, uma espécie de templo religioso construído em homenagem à deusa Xuan Wu, a divindade das águas.

A especial devoção prestada à Xuan Wu era consequência de um constante problema vivido com os incêndios que aconteciam na cidade. O risco de incêndios era constante, tendo em vista que a grande maioria das construções era feita em madeira.

Além dos acidentes e fenômenos naturais que propagavam esses incêndios, muitos construtores reais provocavam incêndios criminosos com o objetivo de lucrar com a contratação de sua mão-de-obra.

Decoração era inspirada pela arte milenar do feng shui

Um método de decoração que promete atrair bons fluidos com a disposição correta das construções e objetos. A superstição era bastante grande na decoração de todas as construções ali encontradas.

O povo chinês é voltado totalmente às mais curiosas superstições, tudo na China gira em torno dos detalhes sistemáticos de suas crenças supersticiosas, este é o motivo desta construção ter tantas cores e geometrias curiosas.

O feng shui, também conhecido como geomancia chinesa, é uma prática pseudocientífica originária da China antiga. Alega usar forças energéticas para harmonizar os indivíduos com o ambiente ao seu redor. O termo feng shui se traduz literalmente como “vento-água”. Wikipédia

A grande maioria dos telhados da cidade era pintada de amarelo, coloração associada ao poder imperial e à prosperidade. Além disso, o uso de figuras de animais distinguia a importância entre as construções arquitetônicas.

Símbolo da supremacia controlada pelo imperador

Ao longo de cinco séculos, a Cidade Proibida era o símbolo maior da supremacia e da instabilidade política de um regime controlado por um único soberano.

Até 1911, vinte e quatro imperadores controlaram o vasto território chinês na clausura desta suntuosa criação arquitetônica. Depois disso, uma revolta de inspiração republicana fez com que o imperador Puyi fosse o seu “último habitante real”.

Em 1925, a cidade foi transformada em Museu do Palácio e, pela primeira vez em sua história, aberta à visitação pública.

Conheça um pouco mais da Cidade Proibida, veja mais fotos:

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Fonte: https://www.historiadomundo.com.br

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