O Pátio ou Átrio do Tabernáculo de Moisés

A REVELAÇÃO DA CONSTRUÇÃO DO TABERNÁCULO

  1. O Pátio do Tabernáculo (Êx 27.9-19; 38.9-2).

O Pátio ou Átrio separava o Tabernáculo de Moisés, das tribos de Israel, por meio de uma cerca de linho fino torcido, que media 22,50 m de largura por 45 m de comprimento, e 2,20 m de altura; constituída de sessenta colunas.

Em cada lado ficavam vinte colunas e nas extremidades dez colunas, com uma entrada de 9 metros ao oriente.

As cortinas eram penduradas pelos ganchos de prata, sustentadas pelas colunas de bronze com capitéis de prata que descansavam em bases de bronze, que por sua vez eram esticadas com cordas presas nas vergas de prata e fincadas no chão com pregos de bronze.

  1. As cortinas feitas de linho, uma fibra vegetal de origem terrena representa Jesus Cristo na sua Humanidade e também revela a Justiça e a Santidade de Deus, excluindo o homem de sua santa presença (2 Co 5.21).
  2. As sessenta colunas representam os crentes fiéis através da história que esperavam a vinda do Messias prometido (Gn 3.15) permanecendo na estabilidade, retidão e unidade. Podemos contar sessenta crentes desde Adão até Jesus e também representa todos os crentes fieis atualmente servindo ao Senhor (Mt 1.1-16; Lc 3.23-38).
  3. A altura da cortina nos remete à Graça de Deus personificada em Jesus Cristo, pois somente Ele é capaz de conduzir o crente a um total compromisso com a vontade de Deus, dando-nos liberdade para isso, através de sua Graça “nos lugares celestiais” (Jo 1.17; Ef 1.3).
  4. Os ganchos de prata sustentavam, suspendiam e davam estabilidade às cortinas de linho fino, para mantê-las afastadas do chão, manifestando que sem a Expiação e a Redenção do Senhor Jesus Cristo o Cristianismo não existiria e nem permaneceria triunfante (1 Co 15.14, 17).

  1. Os capitéis eram ornamentos na forma de coroa no alto da coluna, apontando que os santos redimidos são coroados de glória no plano da Redenção, e recebem os ornamentos do Espírito (Is 61.10):
  • Para os que renunciam – coroa incorruptível (1 Co 9.25).
  • Para os que aguardam – coroa de justiça (2 Tm 4.8).
  • Para os provados – coroa da vida (Tg 1.12).
  • Para os fiéis – coroa de glória (1 Pe 5.4).
  1. As bases de bronze suportavam as colunas e a cortina de linho fino, indicando que, o que suporta o Juízo de Deus e seu julgamento, não é a auto justiça do homem, mas sim a Justiça de Cristo através da obra vicária (substituição) efetuada na cruz do calvário (Is 64.6).
  2. As cordas que representam o amor de Deus ligavam as vergas de prata, estabilidade da Redenção, fincados na terra, com pregos de bronze, revelando que Jesus na sua crucificação ligou o Céu com a Terra (Ef 1.10).
  3. O homem ficou excluído da presença de Deus pelo fracasso no jardim do Éden e o pecado resultou em:
  • Interrompeu a íntima comunhão com Deus (Is 59.2).
  • Deixou Adão e Eva despidos diante de Deus (Gn 2.25).
  • Tornou o homem culpado diante de Deus (Tg 2.10).
  • Fez o homem ficar debaixo da ira de Deus (Ef 5.6).
  • Fez o homem perder a sua tranquilidade (Rm 2.9).
  • Sujeitou o homem, agora escravo do pecado (Is 1.6).
  • Fez o homem perder sua posição de governo (Gn 1.28).
  • Preparou uma plataforma para o diabo operar (Rm 1.29).
  • Sujeitou o homem à morte física e espiritual (Rm 5.12).
  1. A Entrada do Pátio (Êx 27.16; 38.18,19).

A Entrada ao Pátio (Átrio)  era  tão  somente  essa, e media, 9 m de largura e 2,20 m de altura, sendo completamente distinta da cerca de linho fino, inconfundível e muito bonita, pois era uma coberta de véu de quatro cores, estofo azul, púrpura, carmesim sobre um fundo de linho fino retorcido obra de bordador, sustentada por quatro colunas de bronze, sobre quatro bases de bronze.

  1. A única porta para entrar nos átrios do Senhor e aproximar-se de sua presença, é através de Jesus Cristo, era impossível errar confundido-a com o resto da cerca, Jesus se distinguia de todos os demais homens, pelo que Ele era (Jo 10.9).
  2. As quatro colunas representam oportunidade para todos, pois o número quatro está sempre relacionado com “os quatro cantos da terra”, concluímos, pois que declaram a universalidade do Senhor Jesus Cristo como Salvador e Senhor da humanidade (Jo 3.16).
  3. As quatro cores do véu que cobrem as quatro colunas de entrada da Tenda apontam para os quatro Evangelhos que apresentam Cristo em suas diferentes fases ministerial:

a)- A Púrpura: Obtida de um molusco gastrópode da família dos muricídeos. Por ser um produto caro era utilizada pela realeza e ricos, apontando para o Evangelho segundo Mateus, que apresenta Jesus como Rei ( Zc 9.9).

b)- O Carmesim: O Evangelho segundo Marcos, apresenta Jesus como o Servo sofredor  que derramou seu sangue precioso ( Is 42.1).

c)- Linho branco: No Evangelho segundo Lucas temos o linho branco apontando para Jesus Cristo, o Homem perfeito (Zc 6.12).

d)- Azul: Obtida de mexilhões. Essa cor adornava os palácios reais e as mansões, indicando o Evangelho segundo João, que apresenta Jesus como o Filho de Deus “o celestial” (Is 40.9).

  1. As quatro bases de bronze indicam o juízo contra o pecado e a desobediência, pois os quatro Evangelhos: Mateus (púrpura), Marcos (carmesim)), Lucas (linho) e João (azul), relatam, que o pecado deve  ser julgado na morte vicária do Senhor Jesus (Is 53.5).
  2. Passando pela única porta e entrando para o Átrio, temos Jesus Cristo o Caminho (Jo 14.6), que vai ao encontro do primeiro e maior objeto do Tabernáculo de Moisés, o Altar dos Holocaustos ou o Altar de Bronze, que aponta e revela a Cruz de Cristo.

Continuará…

Pastor Antonio Romero Filho

 

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: