O maior e o mais caro projeto de Deus

“O Calvário” foi o maior e o mais caro projeto de Deus, pois Deus deu-se a si mesmo por nós pecadores (1 Pe 1.18-25).  Para os pecadores a Cruz vem em primeiro lugar para se aproximar de Deus. Ela  se destaca por sua mensagem de arrependimento e juízo contra o pecado. (Jo 3.16). Vejamos aqui a Tipologia da Cruz:

O Altar de Bronze (Holocaustos) (Êx 27.1-8; 30.28,29; 38.1-7).

O Altar de Holocaustos, altar de transferência, que literalmente significa “levantado”, “elevado”, “subindo”.

No pensamento hebraico também significa, “lugar de morte”. No grego, trás a ideia de um lugar “para a morte, o holocausto das vítimas”.

Era a maior peça do Tabernáculo e sua medida, era: 2,25 m de largura, 2,25 de comprimento, por 1,35 m de altura, o altar era na parte de cima quadrado.

Fabricado de madeira de acácia (ou cetim), completamente revestida de bronze, com quatro chifres que sobressaiam de cada lado na parte de cima.

Deveria também ter um grelha ou espécie de rede de bronze, que estaria posicionada a meia altura (no meio) do altar, de onde sairiam quatro argolas de bronze nos quatro cantos que serviriam para colocar as duas varas feitas de acácia revestidas de bronze, para o transporte do altar na jornada pelo deserto.

O altar deveria ser oco, sem nenhuma placa na parte inferior, permitindo a passagem do fogo do chão e ao mesmo  tempo  deixar  cair às cinzas dos sacrifícios queimados.

Os utensílios: recipientes para transportar as cinzas para fora do acampamento e eram guardadas num lugar cerimonialmente limpo, as pás para recolher as cinzas, as bacias para aspergir o sangue, os garfos para carne e os braseiros para levar brasas, todos foram fabricados de bronze.  Foi colocado no pátio entre a bacia de bronze e a porta do pátio.

  1. O Altar “lugar elevado” apontava para a cruz de Cristo, lugar de morte e sofrimento. Jesus foi levantado na cruz, ali o Cordeiro foi levado ao matadouro e foi tosquiado vivo por todos nós (Is 53).
  2. A madeira de acácia era durável, “incorruptível”, expressando a humanidade sem pecado e incorruptível de Jesus Cristo. Foi o único a viver uma vida perfeita sobre a terra (1 Pe 1.23).
  3. O bronze que revestia a madeira de acácia, tipo do juízo que o Senhor Jesus sofreu no Calvário, sobre o altar de bronze o pecado encontrava julgamento, pois Jesus foi condenado pelos nossos pecados (Rm 3.23,24).
  4. Os quatro chifres expressam a universalidade do poder, autoridade e da força da Obra Redentora do calvário que transmite segurança e refugio alcançando todos os quadrantes (Mt 28.18-20).
  5. A grelha (ou rede) de bronze deveria ser vista como “o trono de julgamento”, assim como grelha estava no meio do altar e sustentava o corpo da vitima, Cristo foi crucificado na cruz do meio (Mt 18.20).
  6. O altar era quadrado (quadrangular) indicando que o único caminho para chegar a Nova Jerusalém (quadrada) é só através da cruz, também revelando os quatro lados da nossa salvação (Jo 8.36):

  • Propiciação: (grego: hilasterion – significa “sacrifício propiciatório”). É o próprio Deus que, em ira santa, necessita ser propiciado, o próprio Deus que, em santo amor, resolveu fazer a propiciação, e o próprio Deus que, na pessoa de seu Filho, morreu pela propiciação dos nossos pecados.

Assim Deus tomou a sua própria iniciativa amorosa de apaziguar sua própria ira justa levando-a em seu próprio ser no seu próprio Filho ao tomar nosso lugar e morrer por nós (altar de bronze) na cruz.

O trono do julgamento (a grelha do altar de bronze) tornou-se o trono de misericórdia (a tampa de ouro da arca  da Aliança – o propiciatório), (1 Jo 2.1,2).

  • Redenção: (grego: apolytrosis – significa “resgate ou preço da soltura”). Fomos resgatados por Cristo, não meramente “redimidos” ou “libertos” por Ele. A nossa vida confiscada e a Dele sacrificada, este foi o grande preço do nosso resgate, seu sangue derramado por nós.

Comprados por Cristo, não temos o direito de nos tornarmos escravos de mais ninguém ou de nada mais. Outrora fomos escravos do pecado; agora somos escravos de Cristo. Estamos debaixo de seu senhorio em obediência e a seu serviço que é a verdadeira e gloriosa liberdade (Gl 4.4,5).

  • Justificação: Significa o milagre, que Cristo toma o nosso lugar e nós tomamos o seu. Justificação é o oposto de condenação, e ambos são veredictos de um juiz que pronuncia o acusado culpado ou inocente.

Deus não inocenta o culpado, mas perdoa, pois justificação é perdão, nada mais que perdão. O perdão redimiu nossas dividas e cancela nossa responsabilidade pelo castigo; a justificação nos concede uma posição justa diante de Deus:

(1) Somos justificados por sua graça (Rm 3.24); (2) Somos justificados por seu sangue (Rm 5.9); (3) Somos justificados pela fé (Rm 3.28); (4) Somos justificados “em” ou “mediante” Cristo (Gl 3.26-29). No momento que somos justificados nada pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus (Rm 8.33-39).

  • Reconciliação: Significa “paz com Deus”, “adoção em sua família” e “acesso à sua presença”. (1) Deus é o autor da reconciliação; (2) Cristo é o agente da reconciliação; (3) Nós somos os embaixadores da reconciliação.

Deus terminou a obra da reconciliação na cruz, contudo ainda é necessário que os pecadores se arrependam e creiam e assim sejam “reconciliados com Deus” (2 Co 5.18-21).

  1. O altar deveria ser oco, significa que estava aberto para os céus e para a terra, isto expressa que Cristo está atento à vontade do Pai, e ao mesmo tempo é sensível às necessidades do homem na terra, a “cruz do calvário” uniu o céu e a terra (Ef 2.16).
  2. Os cinco tipos de utensílios apontam para a graça de Deus em redimir o homem, que flui do Calvário, mas também revelam os cinco ministérios:

(1) bacias para aspergir o sangue – são os Evangelistas que pregam a mensagem da Cruz (At  8.6,7);

(2) recipientes para retirar as cinzas – são os Doutores que através do ensino retiram as “cinzas” do erro e falsas doutrinas do povo de Deus (At 13.3);

(3) pás para apanhar as cinzas – são os Profetas que proclamam a Palavra profética de Deus e recuperam das “cinzas” a fé, a esperança e o amor dos santos (At 18.24);

(4) garfos para distribuir o sacrifício – são os Pastores que alimentam o povo com o “Cordeiro de Deus” (Ef 4.11,12)

(5) braseiros para levar as brasas –são  os Apóstolos que levam o fogo de Deus (o Evangelho) às nações (At 10.44).

  1. As duas varas de madeira de acácia representando a humanidade perfeita e irrepreensível de Cristo, revestida de bronze indica o juízo que estava por vir sobre Jesus. Ele foi julgado pelo nosso pecado, também expressam as peregrinações no deserto e a morte e a ressurreição do Senhor Jesus Cristo (2 Co 4.10).
  2. O fogo veio na dedicação do altar de bronze, este fogo originou-se da glória de Deus, que deveria permanecer continuamente aceso. Deus acendeu o fogo, mas o homem deve mantê-lo constantemente aceso. Na cruz o fogo deixou a glória da santidade de Deus acendendo a ira divina contra o pecado (Lv 9.22-24; 2 Tm 1.6).
  3. O altar de bronze e seus utensílios deveriam ser ungidos com óleo aspergido sete vezes. Jesus Cristo nosso Sacrifício, foi ungido pelo Espírito e pode oferecer seu corpo na cruz do Calvário. Sete é o número da plenitude e revela que Jesus Cristo recebeu a plenitude do Espírito Santo (Hb 9.14). Quando nós nos apresentamos a Deus em sacrifício vivo, Ele nos unge e nos santifica, pois o altar (Cristo) santifica a oferta (nós) (Rm 12.1).
  4. As cinzas levadas fora do arraial para um lugar cerimonialmente limpo e guardadas para serem usadas na água da purificação: significa que o Calvário tornou-se o lugar limpo diante de Deus, o único lugar para purificação do pecado e da impureza, único meio de limpeza.

Cristo foi levado para “fora do acampamento” do judaísmo, sofrendo fora dos muros de Jerusalém. Ele permaneceu no “fogo do sofrimento” até ser  completamente consumado (Hb 13.11-13; Lv 4.11,12; 6.8-11).

  1. O altar em trânsito quando conduzido por duas varas nos ombros dos Coatitas era coberto com uma cobertura roxa, uma mistura de azul e vermelho, em seguida colocavam uma cobertura com peles de couro, indicando o Homem-Deus, que estava na cruz derramando seu sangue, Nele não havia beleza nem formosura, mistério oculto para os descrentes (1 Pe 1.11).
  2. O altar de bronze (cruz) culminou toda a obra salvadora através de Jesus Cristo. Todo sofrimento de Jesus para nos salvar iniciou-se não aqui no seu nascimento, mas sim lá no céu. Para entendermos todo sofrimento e valorizarmos a Obra Redentora realizada na cruz (altar de bronze), vejamos os sete degraus da humilhação divina:
  • O Rei deixou o seu Trono de Glória (Fp 2.6).
  • O Criador fez-se menor que os anjos (Fp 2.7).
  • O Eterno fez-se criança (Mt 1.23).
  • O Exaltado foi humilhado (Fp 2.8).
  • O Santo foi tentado (Hb 4.15).
  • O Digno fez-se o mais indigno dos homens (Is 53.3).
  • O Bendito fez-se maldito por nós (Gl 3.13).
  1. As quatro argolas de bronze ligadas à grelha “(trono do julgamento”) expressam aos atributos infinitos, duradouros e eternos de Deus. As argolas descrevem:

(1) Deus é luz (1 Jo 1.5); (2) Deus é amor (1 Jo 4.16); (3) Deus é fogo consumidor (Hb 12.29) e (4) Deus é Espírito  (Jo 4.24) e que estas descrições estão associadas como instrumentos no julgamento do nosso pecado (bronze) e que nos purificam e nos limpam, para que possamos nos aproximar do Santo Deus (Is 6.7).

  1. Sua localização entre a porta do pátio e a bacia de bronze, revela que seria a primeira peça com a qual os israelitas se defrontariam caso desejassem se aproximar de Deus. Não havia como ignorar este altar, pois era a maior peça da mobília do Tabernáculo.

“O Calvário” foi o maior e o mais caro projeto de Deus, pois Deus deu-se a si mesmo por nós pecadores (1 Pe 1.18-25).  Para os pecadores a Cruz vem em primeiro lugar para se aproximar de Deus. Ele se destacava por sua mensagem de arrependimento e juízo contra o pecado e a morte (Jo 3.16).

A fim de compreendermos ainda mais a centralidade, penetração e a grandeza da cruz (altar de bronze) na esfera da vida cristã, eis aqui, algumas verdades sobre o poder maravilhoso da mensagem da cruz:

  • A cruz é o fundamento da nossa justificação: (1) Cristo nos resgatou do presente mundo perverso e (2) nos redimiu da maldição da lei (Gl 1.4; 3.13).
  • A cruz é o meio da nossa justificação: (1) Fomos crucificados com Cristo, (2) crucificamos a nossa natureza caída e (3) o mundo está crucificado para nós (Gl 2.20; 5.24).
  • A cruz é o assunto de nosso testemunho: Através de nossa vida devemos apresentar “um cartaz” do Cristo crucificado ante os olhos do povo de modo que vejam e creiam Nele como Salvador pessoal. (Gl 3.1; 5.11; 6.12).
  • A cruz é o objeto de nossa glória e vitória: Que Deus nos livre de gloriarmos em algo mais. Todo o mundo de Paulo girava em torno da cruz. A cruz significava mais para ele do que qualquer outra coisa (Gl 6.14).

Os Sacrifícios cruentos:

Como a revelação era o meio que Deus usava para aproximar-se de seu povo, assim os sacrifícios cruentos de animais era o meio pelo qual o povo podia aproximar-se de Deus. O Senhor ordenou: “ninguém aparecerá vazio diante de mim” (Êx 34.20):

  1. O objetivo do Sacrifício: O motivo básico é a substituição e seu fim é a expiação. O homem merece a morte porque pecou, pois Deus é tão puro que não pode ver o mal. No lugar do homem morre o animal inocente e esta morte cancela o pecado (Hc 1.13; Is 53.6).
  2. O sangue: Deus designou o sangue como sacrifício, pois ele é o principio vital, “a alma da carne está no sangue, pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação (hebraico – “kaphar”, significa: cancelar, retirar o pecado) pelas vossas almas” (Lv 17.11).
  3. Tipos de animais: A lei não admitia mais do que estas cinco espécies de animais como aptos para o sacrifício: a vaca (novilho), a ovelha (cordeiro), a cabra (bode), a pomba e a rola. Estes eram animais limpos, “tipos” de Jesus Cristo e seu sacrifício santo no Calvário. Só eram sacrificados animais domésticos porque eram estimados por seus donos, caros e submissos, e tinha que ser de propriedade do ofertante e deviam ser sem mancha e sem nenhum defeito (Is 53.7).

Os passos do ofertante no ato do sacrifício:

Revelam também os passos dados por Cristo até chegar ao Calvário:

  1. Fé (Hb 12.2) – O ofertante levava pessoalmente o animal à porta do Tabernáculo, ali era apresentado ao sacerdote, onde era minuciosamente examinado e aprovado para o sacrifício (Jo 18.19). Jesus foi examinado e interrogado pelo sumo sacerdote.
  2. Substituição (Rm 5.6) – Depois o ofertante punha as mãos sobre o animal inocente para indicar que este era o seu substituto e indicava a transferência dos pecados para o animal (Jo 18.40). Jesus substituiu Barrabás e a todos os pecadores na Cruz do Calvário.
  3. Morte (Rm 5.8) – Em seguida o animal era degolado, abatido, como sinal da justa paga pelos pecados cometidos pelo ofertante (Jo 19.30). Jesus “o inocente” morreu pelos pecadores, derramando o seu sangue.
  4. Purificação (Hb 9.22) – A seguir o sacerdote derramava parte do sangue sobre a base do altar e fazia aspersão do sangue nos quatro “chifres” do altar ( Jo 19.34). Os 4 lados e a base da cruz, ficaram salpicados pelo poderoso sangue de Jesus.
  5. Consumação (Is 53.10) – finalmente o sacrifício era queimado no altar de bronze, até transformar-se em cinza. (Jo 19.30). Jesus foi completamente consumado e o projeto de Deus concretizou-se para salvar a humanidade.
  6. Cristo nosso Sacrifício (1 Co 5.7) – Os sacrifícios incessantes de animais e a chama incessante do fogo do altar de bronze, foram sem dúvida propostos por Deus para gravar na consciência dos homens a convicção de sua própria pecaminosidade e para ser um quadro perdurável do sacrifício vindouro de Cristo, para quem apontavam e em quem foram cumpridos (Hb 10.5).

Os Tipos de Ofertas e sacrifícios:

As ofertas tipo de Jesus como Redentor, explicam o que foi realizado na cruz:

  1. Holocausto: Significa “o que sobe”. Era considerado o mais perfeito dos sacrifícios e representava a consagração completa do ofertante, pois era queimado inteiramente para Deus. O Senhor Jesus Cristo pela sua perfeita obediência até a cruz do Calvário, satisfaz a justiça do Pai.

Esta é a oferta que vem em primeiro lugar é a nossa consagração pessoal, onde confessamos nossa fidelidade “até a morte” (Lv 1.1-17; 6.8-13; Rm 12.1,2).

  1. A Oblação ou oferta de alimento: Palavra que significa em hebraico “aproximar-se”. Não era de animal, consistia em produtos da terra como: flor de farinha, pães asmos fritos e espigas tostadas. Deitava-se azeite sobre a oblação e adicionava-se sal à oferta e oferecia-se incenso com a oblação. Uma porção pequena era queimada sobre o altar e o restante pertencia aos sacerdotes, quando o sacerdote era o ofertante tudo era queimado.

Cristo na sua perfeição aproximou-nos do Pai e alegra a Deus pelo que é em si mesmo é a consagração de nossa vida e de todos os nossos bens (Lv 2.1-16).

  1. Oferta pacífica: Voluntária, aceitava-se (excluindo aves) qualquer animal limpo de ambos os sexos. Aspergia-se o sangue sobre o altar e se queimava a gordura e os rins. O peito era, levantado, e movido diante do Senhor em sinal que lhe era dedicado. Depois tomavam o peito e a espádua direita e o restante do animal era comido, numa refeição de amor, comunhão e paz.

O Senhor Jesus Cristo colocando-se entre Deus e os homens trouxe o amor, comunhão, desfazendo a inimizade é a nossa comunhão com o Deus de amor e misericórdia (Lv 3.1-17; 7.11-34).

  1. Sacrifício pelo pecado: Tinha o propósito de expiar as faltas e erros cometidos por ignorância, o sacerdote oficiante comia uma porção, mas se o ofertante fosse o sacerdote, queimaria todo o sacrifício no altar.

O sacerdote ofereceria um animal mais caro um novilho, o governante um bode, uma pessoa do povo uma cabra ou cordeirinha, os pobres duas rolas ou pombinhos implumes, e os mais pobres uma medida de farinha queimada sobre o altar.

Deus exige a mesma santidade, mas nem todos têm a mesma luz. Cristo se ofereceu na Cruz e agora pode nos perdoar é o nosso perdão total e completo (Lv 4.1; 5.13).

  1. Sacrifício pela culpa: Era oferecido um carneiro sem defeito em sinal de pesar e arrependimento, quando na violação dos direitos de Deus e ao próximo. O ofensor que desejasse ser perdoado confessava com restituição ao defraudado e adicionando a isso uma quinta parte (símbolo da graça de Deus) como multa tirada de suas possessões.

Cristo pagou nossa dívida total, Ele é a nossa restituição diante de Deus (Lv 5.14; 6.7).

Sete Categorias de pecados:

  1. Pecados de Pensamentos: o pecado começa no coração e na mente. O diabo procura atacar nossas mentes com pensamentos inapropriados e pecaminosos levantando “fortalezas” (2 Co 10.5).
  1. Pecados de Atitudes: Nossas atitudes caracterizam nossas ações. Deus examina nossas vidas. Ele não somente vê as ações exteriores, mas vê especialmente a atitude por trás delas (Ap 3.15-16).
  1. Pecados de Palavra: O  nosso  falar  é  muito   Não podemos usar de um linguajar desprezível malicioso e mundano. Nós somos o que nós falamos. Nós falamos o que somos, portanto, a palavra é a extensão dos nossos pensamentos (Ef 4.29).
  1. Pecados nos Relacionamentos: Caem em cinco áreas principais – (1) ofensas, (2) ressentimentos, (3) adultério ou fornicação, (4) negligencia espiritual, (5) problemas familiares ou conjugal (Mt 5.23,24).
  1. Pecados de Ação: Quando quebramos a lei de Deus ou fazemos alguma coisa que Deus proíbe. Esses pecados são conhecidos como “pecados de ação” que se manifestam em áreas como: vestir-se de forma a incitar pensamentos impuros no sexo oposto, assistir shows imorais na TV, cometer perversão imoral (Ef 5.12).
  1. Pecados de Omissão: Consideremos os seguintes pecados – Não gastar tempo suficiente com Deus e sua Palavra, não testemunhar com a vida, não ser fiel nos dízimos e ofertas, não fazer e investir em missões, não fazer o bem (Tg 4.17).
  1. Pecados de Autocontrole e Autoconfiança: De todas as categorias essas são as que mais levam à derrota e ao fracasso, pois o “eu” ainda controla e governa, pois ainda não foi “crucificado”. (1) a carne denota nossas ações e pensamentos humanos quando agimos sem o controle direto de Cristo. (2) Quando não morremos para os nossos desejos desordenados significa que ainda não nos rendemos completamente a Cristo O Senhor (Gl 5.17-20).

Os sacrifícios e as Festas Solenes:

Os hebreus celebravam várias festas sagradas no decorrer do ano às quais denominam “santas convocações” (literalmente: ”os tempos fixados de reunir-se”). A maioria relacionava-se com as atividades agrícolas e com os acontecimentos históricos da nação hebraica.

Ofereciam-se sacrifícios especiais segundo o caráter da festa e se tocavam trombetas enquanto eram apresentados os sacrifícios de holocausto e de paz (Nm 28; 29).

Propósito das festas solenes (Lv 23.1-44).

  1. Davam oportunidades de refletir sobre a bondade de O povo de Israel se lembrava de que Deus lhes provia continuamente o seu sustento e tinha também a oportunidade de devolver ao Deus provedor uma parte do que haviam recebido (Êx 23.14-19; Fp 4.19).
  2. Que os israelitas tivessem sempre presente que eram o povo santo de Deus. A palavra “santo” encontra-se dez vezes em Levítico capítulo 23, e a palavra “sete” também se destacam que significa “totalidade, culminação ou perfeição” (Lv 23; 1 Pe 1.15,16).

 Significado das festas solenes (Lv 23.3).

  1. O Dia de descanso: O dia de repouso era a primeira festa do calendário sagrado. Lembravam seu Criador e o fato de que Ele descansou de sua obra criadora no sétimo dia. Jesus Cristo é o nosso “eterno descanso”, pois Ele é Senhor do “shabat” – sábado (M 12.8).
  2. A Páscoa e os pães asmos: Celebrava-se a saída do Egito e a redenção efetuada com o cordeiro pascoal, portanto se considerava uma das festas mais importantes. Durante os sete dias não se permitia de maneira alguma, que tivessem em casa pão levedado, indicando que a nação redimida não devia viver em pecado.

Simbolizando também que Jesus é a nossa páscoa, que foi sacrificado por todos nós (1 Co 5.7).

  1. A festa das semanas ou Pentecostes: Palavra grega que significa “qüinquagésimo”, pois caia sete semanas ou cinqüenta dias depois da Páscoa. Marcava o fim da colheita do trigo e se oferecia para Deus, as primícias do sustento básico do povo (At 2.1-4).

O Espírito Santo foi derramado sobre quase cento e vinte discípulos na festa de Pentecoste. O resultado foi que quase três mil pessoas se converteram. Eram as primícias de uma grande  colheita de almas (At 1.15; 2.41).

  1. A festa das Trombetas: O tocar das trombetas proclamava o começo de cada mês. Ofereciam sacrifícios e não se permitia trabalho servil algum. Era celebrado com muita alegria e grande festividade, marcando o fim da estação da colheita e o primeiro dia do ano novo do calendário civil.

Para nós, as trombetas anunciam a segunda vinda de Jesus Cristo e o começo da festa perpétua dos redimidos é o final da grande colheita de almas (1 Co 15.52).

  1. O Dia da Expiação: Era o dia mais importante do calendário judeu. Chamava-se yoma, “o dia”. Era a coroa o ponto culminante de todo o sistema de sacrifícios. Arão fazia expiação por seus próprios pecados e pelos dos outros sacerdotes e pelos pecados do povo.

Entrava no Santo dos Santos com sangue, para fazer expiação no propiciatório da Arca da Aliança. Jesus Cristo nosso Sumo Sacerdote, por um único sacrifício, entrou uma vez para sempre no lugar Santíssimo (o Céu), levando o seu próprio sangue remidor e purificador. Ele tem um sacerdócio eterno e glorioso e sempre intercede pelos seus redimidos (Hb 7.24,25).

  1. A festa dos Tabernáculos: Era a última do ano e durava, oito dias. Comemorava-se o fim da época da colheita e também a peregrinação no deserto. Lembravam que haviam sido estrangeiros e peregrinos na terra e que o Senhor os havia sustentado e guiado milagrosamente.

Esta festa ensina-nos a regozijarmo-nos no Senhor lembrando-nos sempre da bondade e do amor de Deus que nos ajuda e nos fortalece em nossa peregrinação no “deserto” desta terra (Ap 7.9,10).

Continuará…

Pastor Antonio Romero Filho

 

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