Os caçadores de Bíblias

Códex em síriaco e aramaico do sec. VI e X

No mundo onde a religião e a arqueologia se encontram, cientistas, colecionadores e oportunistas competem para encontrar textos sagrados.

Nas colinas áridas do deserto da Judeia, junto da costa do mar Morto, reina um calor impiedoso.

Em contrapartida, a temperatura é misericordiosamente fresca dentro da gruta onde Randall se encontra deitado de barriga para baixo, olhando fixamente para a fenda onde, no dia anterior, descobriu uma panela de bronze com dois mil anos.

“Esta gruta foi saqueada por beduínos há cerca de 40 anos”, explica este arqueólogo norte-americano, investigador e professor na Liberty University. “Felizmente para nós, não escavaram muito fundo. Temos esperança de alcançar o filão.”

A Bíblia já foi integralmente traduzida para mais de 670 línguas.
O Novo Testamento pode ser lido em mais de 1.500 idiomas adicionais.

As grutas de Qumran localizam-se na margem ocidental do rio Jordão, ocupada por Israel, e muitas pessoas consideram o trabalho de Randall Price ilegal ao abrigo do direito internacional. As críticas, porém, não dissuadem o arqueólogo nem o diretor israelita da escavação, Oren Gutfeld, da Universidade Hebraica de Jerusalém. Ambos pretendem dar continuidade a uma agenda de investigação elaborada a partir de um exercício anterior e igualmente polêmico.

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Copiado à mão por volta de 1400, um exemplar do Novo Testamento de Wycliffe, exposto num parque temático cristão na Florida, é manuseado com luvas brancas. O teólogo inglês John Wycliffe foi pioneiro na tradução da Bíblia de latim para vernáculo, inovação denunciada pelos responsáveis da igreja. Coleção Van Kampen em Exposição na Holy Land Experience, Orlando, Florida.

“Os evangélicos têm um impacte tremendo no mercado”, diz Lenny Wolfe, vendedor de antiguidades de Jerusalém. “O preço de qualquer peça ligada à época em que Cristo viveu é muito elevado.”

Um conservador da Autoridade das Antiguidades de Israel prepara um fragmento dos Manuscritos do Mar Morto para exposição. Invertido na imagem, o frágil documento está a ser fixado entre duas camadas de rede, presas com alfinetes e depois cosidas em redor das extremidades do fragmento.

Em busca de mais Manuscritos do Mar Morto, o ar

queólogo israelita Oren Gutfeld espreita para o interior de uma gruta onde encontrou pedaços antigos de pergaminho. “Estava vazia, mas, para a próxima, talvez não esteja”, diz.

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Autorizado pelo Estado de Israel a vender antiguidades, Khader Baidun visita um armazém por baixo das lojas da sua família na Cidade Velha de Jerusalém. Numa tentativa para travar a venda de objetos saqueados, os negociantes são agora obrigados a registrar os artefatos numa base de dados digital. No entanto, continua a haver secretismo, diz um vendedor. “É um velho hábito não mencionar nomes nem valores.”

Veja Slides:

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Fonte: https://nationalgeographic.pt/

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