7 animais que auto se medicam

Ao longo da evolução e do processo de adaptação de animais à natureza selvagem, grupos e espécies foram capazes de desenvolver instintos de sobrevivência cada vez mais apurados, passando a entender, assim como humanos, o que os beneficia e o que os prejudica em diversos tipos de ecossistemas.

Assim, muitos deles conseguiram criar hábitos que estendam tempo de vida, previnam contra doenças, eliminem corpos estranhos e executem uma série de ações determinantes para seu estabelecimento pelo planeta.

Conheça abaixo alguns animais que desenvolveram impressionantes processos de automedicação e entenda a relevância desses sistemas para a perpetuação das espécies.

1. Ovelha

(Fonte: Pinterest / Reprodução)(Fonte: Pinterest / Reprodução)

Normalmente infectadas por parasitas, as ovelhas são capazes de se automedicar e escolher o alimento ideal para aliviar as dores no organismo. Assim, quando esses animais detectam qualquer tipo de corpo estranho em seu interior, eles aplicam uma dieta alimentar baseada em tanino, substância oxidante existente em sementes, cascas e caules de frutos verdes, responsável por reforçar as paredes arteriais, prevenir entupimento das veias, reduzir o colesterol ruim e retardar o desgaste celular.

Taninos: Eles são encontrados principalmente na parte externa de vários tipos de plantas, funcionando como um mecanismo de defesa contra pragas e predadores. Isso porque, como têm sabor amargo e causam sensação de adstringência, eles inibem os ataques de insetos.

2. Chimpanzé

(Fonte: Pinterest / Reprodução)(Fonte: Pinterest / Reprodução)

Assim como os orangotangos, os chimpanzés são capazes de se automedicar para aliviar suas próprias doenças. Na África, eles possuem hábitos semelhantes aos residentes locais e se alimentam da medula de caules e talos para controlar infecções por nematelmintos, vermes que estimulam o desenvolvimento de enterobiose, amarelão, ascaridose e outros quadros clínicos.

Medula: O parênquima clorofiliano é rico em cloroplastos, permitindo que o caule jovem também realize fotossíntese e produza a energia necessária para o crescimento da planta. … Bem no centro do caule, na região chamada de medula caulinar, há tecido parenquimático.

3. Borboleta-monarca

(Fonte: Teahub / Reprodução)(Fonte: Teahub / Reprodução)

Para combater o parasita Ophryocystis elektroscirrha, que se aloja no intestino e acelera a morte, as borboletas-monarcas se alimentam de ervas daninhas com produtos químicos eficazes na manutenção da saúde. Assim, além de interromper o desenvolvimento do verme, esses insetos conseguem sobreviver por mais tempo e estender seu curto ciclo de vida, aumentando sua adaptabilidade.

Outro detalhe interessante fica por conta das fêmeas da espécie, que deixam seus ovos justamente nas plantas com propriedades químicas para que seus filhotes possam crescer sem chances de infecção.

Ervas daninhas: Erva daninha é o termo utilizado para descrever uma planta, muitas vezes, mas não sempre, exótica, que nasce espontaneamente em local e momento indesejados, podendo interferir negativamente na agricultura. Por outro lado, urtiga, espinheiro, dente de leão, salgueiro irá alimentar dezenas de larvas garantindo a sobrevivência das borboletas

4. Wollybear

(Fonte: Twitter / Reprodução)(Fonte: Twitter / Reprodução)

Apesar do tamanho pequeno, a lagarta wollybear (Pyrrharctia isabella) detém um instinto de sobrevivência aguçado e é capaz de identificar no meio ambiente os alimentos exatos para sua sobrevivência, especialmente quando há riscos de saúde. Ao ser perturbado por moscas Tachinidae, que depositam seus ovos em um hospedeiro e podem levá-lo à morte após o nascimento da larva, o inseto P. isabella colhe e se alimenta de plantas que contêm toxinas antiparasitismo.

Plantas: Os resultados indicam que doze espécies são utilizadas na medicina tradicional local com ação antiparasitária, podendo destacar a caçatinga (Croton argyrophylloides Muell. Arg.), mastruz (Chenopodium ambrosioides L.), hortelã miúdo (Mentha piperita L.) e babosa (Aloe vera (L.) Burm f.) como as mais indicadas. As plantas citadas pertencem à vegetação nativa, sendo que as espécies cultivadas são encontradas principalmente nos quintais, nas proximidades das residências e em locais de cultivo próprio.

5. Formiga-da-madeira

(Fonte: Pinterest / Reprodução)(Fonte: Pinterest / Reprodução)

Além de viverem em comunidade e integrar um sistema onde todos se ajudam e colaboram com o bem-estar, as formigas proporcionam benefícios medicinais para a sociedade, constantemente exposta à propagação de doenças. No caso das formigas-da-madeira, elas infestam seus ninhos com uma resina conífera, afastando parasitas e outros microrganismos prejudiciais. Dessa forma, a sociedade praticamente se imuniza em um plano de saúde inteligente e fica menos propensa a qualquer tipo de infecção.

Resina conífera: A resina é uma secreção formada especialmente em canais de resina de algumas plantas como, por exemplo, árvores coníferas. Numa ferida na casca da árvore, a resina escoa lentamente, endurecendo por exposição ao ar. De outra forma pode ser obtida fazendo talhos na casca ou madeira da planta.

6. Pardal e pintassilgo

(Fonte: Susan Love Nature / Reprodução)(Fonte: Susan Love Nature / Reprodução)

Diferentemente de outras espécies animais que utilizam a natureza como meio para viabilizar a manutenção da saúde, pardais e pintassilgos vão na contramão desses processos e coletam cigarros usados para “enfeitar” a entrada de seus ninhos. Dessa forma, a nicotina previne a aproximação de corpos estranhos como ácaros e impede que as pequenas aves sejam infectadas com males externos enquanto se abrigam.

Nicotina: É um alcalóide simples extraído de Nicotiana. especialmente do fumo Nicotiana
tabacum (Solanaceae). A nicotina é uma toxina. A nicotina é usada para controle de artrópodes sugadores como pulgões, moscas-brancas, cigarrinhas, tripes de ácaros principalmente em casas-de-vegetação e jardins possuindo efeito de contato e fumigação.

7. Elefante

(Fonte: SAFE Worldwide / Reprodução)(Fonte: SAFE Worldwide / Reprodução)

Durante a gravidez, elefantes trabalham para que seus filhotes nasçam da forma mais saudável possível. Para isso, esses mamíferos, quando começam a perceber o surgimento de defeitos congênitos ou demonstram cansaço gestativo, se alimentam de plantas indutoras do parto, a fim de acelerar o nascimento de seus bebês e reduzir um longo período de gravidez, que em alguns casos pode chegar a até 97 semanas.

Plantas indutoras (conduzem, incitam): alimentando-se de gramíneas, ervas, bambu, cascas de árvores e raízes. Os elefantes também não economizam nas refeições e passam 16 horas por dia se alimentando de acácias, as folhagens e frutas favoritas da espécie. Gramíneas, juncus, arbustos, frutas, bulbos, caules e raízes também entram na dieta de 150 quilos de alimento consumidos por dia.

Fonte: https://www.megacurioso.com.br

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: