O Chamado de Deus: honras, sacrifícios e desafios!

INTRODUÇÃO:

O chamado de Deus confere a maior das honras ao homem e torna-se o maior desafio de sua vida. Nenhuma pessoa portanto, deve pensar distraidamente no chamado de Deus, pois este merece ser considerado em atitude de oração e cuidadosa atenção.

O chamado de Deus deve nos conduzir à humilhação mais profunda, assim como à coragem mais ousada, até que possamos dizer como Paulo: “Eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas” (2 Co 12.15).

O CHAMADO DE DEUS É UM DESAFIO A UMA VIDA DE SACRIFÍCIOS

É um desafio a uma vida de sacrifícios, solidão, privações e aflições que irão exaurir a força física e colocar em perigo a saúde do corpo.

Confortos e conveniências, lares e relacionamentos devem tornar-se secundários para o que é chamado por Deus.

Nem mesmo Cristo foi uma exceção desse principio divino. Realmente Ele viveu a vida de sacrifício supremo.

(1) Privou-se da divina glória que era sua herança eterna (Jo 17.5,24)

(2) Privou-se da da forma de Deus, a qual era sua marca eterna de igualdade com o Pai (Fp 2.5-8)

(3) Sacrificou seus direito e sua honra humana quando estava perante seus acusadores (Lc 22.63-65)

(4) Entregou sua vida como um sacrifício pelos pecados do mundo na cruz (Jo 10.17,18)

O CHAMADO DE DEUS É UM DESAFIO ÀS EXPERIÊNCIAS MAIS PROFUNDAS

A distancia dos amigos e parentes é equilibrada pela proximidade do Senhor. A falta de conforto e as inconveniências são compensadas pelo confortos, pela paz e alegria que o Senhor oferece.

Os desconfortos material e físico são obscurecidos pelo enriquecimento espiritual. Dessa forma a perda, torna-se um benefício.

ANALISEMOS AS PALAVRAS  DE QUEM TEM EXPERIÊNCIA NO ASSUNTO

David Livingstone, cujo coração está na África deixou as seguintes palavras para que ponderemos:

“De minha parte, nunca cessei de regozijar-me por Deus ter me designado para tal ofício. As pessoas falam do sacrifício que fiz ao passar tanto tempo de minha vida na África.

Pode ser chamado de sacrifício o que é meramente uma pequena parcela do pagamento de um grande débito a Deus, o qual não podemos pagar?

É sacrificial aquilo que oferece uma grande recompensa na forma de uma atitude saudável a consciência de estar fazendo o bem em, paz à mente, e a viva esperança de um destino glorioso posterior?

Para longe com tal palavra, tal visão e tal pensamento! Isso, digo enfaticamente, NÃO é nenhum sacrifício. Ao contrário, é um privilégio.

Ansiedade, doença, sofrimento e perigo agora e depois, precedidos pelas circunstâncias corriqueiras e misericórdias da vida, podem nos fazer parar e levar o espírito a oscilar e afundar; mas que isso ocorra apenas por um momento.

Tudo isso não é nada quando comparado com a glória que será revelada posteriormente em e para nós. Nunca fiz um sacrifício.

A respeito disso não devemos, falar, quando lembrarmos do grande sacrifício feito por Ele, que deixou o trono de seu Pai nos céus e entregou-se por nós”

A isso David Brainerd acrescenta: “Declaro, agora que estou morrendo, que nunca teria vivido de outra forma, por todo o mundo”

CONCLUSÃO:

Assim o chamado de Deus torna-se o maior desafio que qualquer homem pode enfrentar, mas o Mestre é justo em suas recompensas aqui e agora, embora Ele possa reservar a maior parte da recompensa para o momento que nos apresentaremos perante o Tribunal de Cristo.

Soli Deo Gloria

Pastor Antonio Romero Filho

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