“De uma cabana de barro para uma Mansão nos Céus” – Johanna Veenstra

As mulheres na evangelização mundial

Em seu livro clássico sobre missões, publicado em 1910, Helen Barret escreveu sobre o progresso surpreendente das mulheres na evangelização mundial:

“Trata-se sem dúvida de uma história magnifica. Começamos fracas, hoje somos poderosas. Em 1861, havia uma única missionária no campo, em 1909 já eram 4.710 as mulheres solteiras em ação.

O desenvolvimento no exterior foi notável. Tendo começado com uma única professora, no inicio do jubileu contamos 800 professoras, 140 médicas, 380 evangelizadoras, 79 enfermeiras, 578 servidoras e ajudantes nativas”.

Por que tantas mulheres aceitaram o desafio missionário?

Mas por que tantas mulheres solteiras? O que as motivaria a deixar a segurança de suas famílias e sua pátria para uma vida de solidão, dificuldades e sacrifícios?

As missões no estrangeiro atraiam as mulheres por uma variedade de razões:

1. O fato de de haver poucas oportunidades para o envolvimento num ministério de tempo integral em seu país, pois os serviço cristão era considerado uma atividade masculina.

2. O campo também servia para prover aventura e estímulo.

3. Tinham oportunidades únicas que o homens não tinham em muitos países, pois através do trabalho feminino o evangelho superou barreiras culturais e religiosas.

Em 1879 a missionária Lottie Moon escreveu: “Acredito que uma mulher solteira na China vale por dois homens casados”.

4. As mulheres se distinguiram em quase todos os aspectos do trabalho missionário. Elas estabeleceram escolas no mundo inteiro, incluindo uma Universidade para oito mil alunos em Seul – Coreia.

5. As Escrituras foram colocadas a disposição pela primeira vez, para várias línguas através de sua persistência.

6. Pela coragem delas. Escreveu herbert Kane: “Quanto mais difícil e perigosa a tarefa, maior o número de mulheres em proporção ao de homens”.

7. Outra peculiaridade das mulheres nas missões relaciona-se mais com a sua apreciação do ministério, do que com o ministério em si.

As mulheres, de maneira geral, achavam mais fácil admitir suas fraquezas e vulnerabilidade e apresentar um quadro mais verdadeiro da vida de um missionário “super santo”.

Umas destas missionárias que renunciaram tudo para anunciarem a Cristo ao mundo agonizante, foi

A jovem solteira Johanna Veenstra

Durante os anos 20 a 30, entregou sua vida na África.

Morava numa cabana nativa sem teto e chão de terra.

Estabeleceu um internato para treinar rapazes como evangelistas, o qual chegou a matricular 25 deles de uma só vez.

Ainda achava oportunidades para serviços médicos e evangelísticos.

Suas viagens de vila em vila duravam várias semanas e eram realizadas em uma bicicleta.

Ela era um pioneira preparando o terreno para outros.

Em 1933 ela havia entrado no hospital da missão para o que julgava ser uma cirurgia de rotina, mas não se recuperou e faleceu.

“De uma cabana de barro para uma Mansão nos Céus”.

Dezenas e centenas de outras mulheres solteiras aceitaram o desafio missionário para irem ao lugares mais difíceis da terra para levar a mensagem do amor de Cristo.

Muitas delas foram martirizadas no campo missionário, mas nunca desistiram.

Outras nem sabemos os seus nomes, mas no grande dia do Tribunal de Cristo, lá estarão para receberem a recompensa final pelo labor realizado nas missões transculturais.

Que o Senhor continue convocando mulheres dedicadas para a Obra Missionária, e oremos por aquelas que já estão no campo de batalha, levando o Evangelho a toda criatura.

Soli Deo Gloria

Pastor Antonio Romero Filho

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: