Etiópia: lugares importantes para visitar

 Museu com acervo de 3,3 milhões de anos

Museu Nacional

O Museu Nacional da Etiópia guarda tesouros artísticos e históricos da humanidade.

Ficam aqui, por exemplo, os restos fossilizados dos primeiros hominídeos, o mais famoso deles é “Lucy”, o esqueleto parcial de um espécime de Australopithecus afarensis que viveu na Terra há 3,3 milhões de anos.

A introdução deste conceito de museu no país foi em 1936, com uma mostra sobre trajes cerimoniais doados pela dinastia salomônica e seus associados próximos.

É um dos mais incríveis museus do mundo, repleto de acervo para horas de muito aprendizado.

O café etíope os melhores de todo o planeta

Cafés etíopes

Mesmo que você não seja um habitual consumidor de cafés, vale conhecer de perto e experimentar o sabor dos cafés etíopes.

O país é considerado o berço da bebida e desde os tempos mais remotos manteve o produto como algo sagrado na cultura local.

Apenas o cultivo e a colheita do grão envolve mais de 12 milhões de pessoas, o que corresponde a 66% da economia da Etiópia.

Avaliado em diferentes premiações, o café local pode ser considerado o melhor café do mundo, e os grãos arábica lavados de alta qualidade obtêm alguns dos preços mais altos do mercado mundial.

Com tanto apreço pela bebida, em qualquer restaurante, hotel, pousada ou mesmo nas barras de rua você encontra e poderá experimentar o café etíope.

Na capital, Addis Abeba, fica a mais antiga cafeteria do país, a Tomoca.

Saboreie sem culpa e descubra mais da Etiópia

Shiro Wat

A gastronomia é outro item na lista sobre o que fazer na Etiópia. Comer, e comer bem, é outro atrativo local.

Entre as comidas típicas estão o Shiro Wat que é feito com grão-de-bico e amêndoa, misturado com alho, cebola e especiarias.

Já o Tibis são pedaços de carne salteados na manteiga com cebola, alho, pimenta e alecrim.

Também na lista dos pratos mais famosos, está o berbere que é, na realidade, um condimento feito a partir da mistura de até 25 especiarias.

Para beber, uma dica é o Tej que é um fermentado à base de mel que se assemelha a um licor. A bebida é servida em uma espécie de tubo de ensaio.

A “Jerusalém” da Etiópia: Lalibela

Igreja monolítica

Na cidade de Lalibela, na região de Amhara bem ao norte do país, ficam as igrejas monolíticas esculpidas na rocha.

Aqui o visitante tem uma incrível noção de como era a civilização medieval na Etiópia. Naquela época, era comum os cristãos visitar ao menos uma vez na vida a cidade de Jerusalém.

Mas como Jerusalém estava dominada pelos árabes, os cristãos não podiam chegar. Por isso, católicos europeus passaram a se voltar para Roma e o rei Lalibela decidiu construir uma réplica de Jerusalém em seu reino.

A Etiópia tem uma das mais antigas tradições cristãs. Para seus fiéis, de tradição copta, a peregrinação a Lalibela tem o caráter de uma viagem a Jerusalém.

A região é Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.

A cidade amuralhada de Fasil Ghebbi

Cidade fortificada de Fasil Ghebbi

Para quem é ligado em história, vai poder ver de perto a cidade fortificada de Fasil Ghebbi, que foi a residência do imperador etíope Fasilides e dos seus sucessores durante os séculos 16 e 17.

São 900 metros de uma muralha que separa uma pequena cidade do restante da cidade.

Dentro, a cidadela mantém palácios, igrejas, mosteiros e edifícios públicos e privados de composição arquitetônica única que reflete muito bem as influências hindus e árabes. Também é possível perceber parte das construções barrocas, erguidas posteriormente pelos missionários jesuítas.

O viajante vai se encantar com monumentos como o Castelo do Rei Fasilides, construído na década de 1640, ou o Castelo do Ovo, a mais antiga das estruturas da cidade.

Outra sugestão de visita é conhecer as ruínas de Axum, datadas do 1º ao 13º século depois de Cristo.

 Ecoturismo e turismo de aventura

Cabras das Montanhas

Para um turismo mais ecológico, em meio à natureza, está o Parque Nacional de Simien, que integra a lista de Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1978. A criação do parque se deu, inicialmente, para proteger a cabra-das-montanhas.

Mesmo com essa proteção, atualmente existem apenas 1.000 exemplares dela. Por aqui também estão outras espécies endêmicas. o lobo-etíope, o babuíno-sagrado, o antílope-salta-rochas, o duiqueiro-de-grimm, a hiena, o chacal e o bauala.

O parque nacional fica perto da cidade de Gondar e possui 179 quilômetros quadrados de área montanhosa, com uma elevação média de 3.300 metros. O Monte Ras Dashan, fica ali e é o quarto mais alto do continente e o mais alto da Etiópia, com 4 550 metros. As escarpas de Simien são frequentemente comparadas ao Grand Canyon dos Estados Unidos.

Também nesta linha ecológica e de aventura, os viajantes podem fazer uma excursão com guia para ver de perto o vulcão Erta Ale.

A formação é em escudo com cerca de 50 quilômetros de extensão e uma altura de apenas 600 metros, com sua base abaixo do nível do mar. Fica na chamada Depressão Danakil, na região do Afar no nordeste da Etiópia.

Fonte: https://www.viajarevida.com.br

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